Doenças de Coluna

Espondilolistese

Espondiolistese

 

Na anatomia normal da coluna, as vértebras se dispõe verticalmente uma sobre as outra, tendo como apoio as articulações facetárias posteriores e o disco intervertebral como suporte de peso anterior. A espondidolistese ocorre quando uma vértebra desliza em relação às demais, comprimindo os nervos próximos e causando instabilidade e excesso de carga cisalhante nos discos intervertebrais. Existem diversas causas e fatores que levam a formação da espondilolistese. Esse escorregamento pode produzir tanto uma deformidade progressiva da coluna lombar quanto uma estenose vertebral.

 

      Causas (tipos) de espondilolistese:

  • Tipo I – displásica: Causada por um defeito congênito nas articulações facetárias, geralmente em L4 ou L5. Esse defeito accarreta uma redução na resistência dessa articulação, permitindo o escorregamento da vértebra;
  • Tipo II - ístmica ou lítica: Lesão na região que une as articulações facetárias (conhecida como pars interarticularis). Quando a lesão existe mas a vértebra não escorregou, ela é conhecida como espondillólise. Alguns pacientes desenvolvem a lesão (espondilólise) entre as idades de cinco e dez anos e não apresentam sintomas até os 30-50 anos, quando após algum esforço ou pequeno trauma acaba "despertando" os sintomas, enquanto outros já apresentam os sintomas ainda na fase de adolescência.

• Subtipo A: essas lesões podem ocorrer devido a traumas pequenos e repetidos, como ocorre em ginastas e jogadores de futebol por exemplo. O organismo não consegue cicatrizar a microfratura, que na sua evolução reduz a resistência óssea ao escorregamento

• Subtipo B: deformidade da pars. Essas microlesões conseguem cicatrizar no decorrer do tempo, porém de modo inadequado e formando um osso "alongado" e enfraquecido.

• Subtipo C: fratura aguda. Ocasião muito rara que pode ser decorrente de algum acidente ou queda, gerando uma lesão aguda e severa da pars.

 

  • Tipo III – degenerativa: O desgaste progressivo da articulação facetária leva a instabilidade local e diminuição da resistência das facetas. Este tipo de espondilolistese é mais frequente em pacientes idosos, principalmente mulheres, e geralmente cursa com um escorregamento mais discreto porém pode ser bastante sintomático pela estenose vertebral que pode ocorrer.
  • Tipo IV – traumática: Ocorre por fratura, ou lesão, de outra estrutura posterior vertebral, que não seja a pars. Condição rara, podendo ocorrer em lesões ligamentares da coluna por exemplo.
  • Tipo V – patológica: Fraqueza estrutural do osso, seja por um tumor, infecção ou iatrogênica.

 

 

Os sintomas são dependentes das características globais do paciente (peso, altura, habitos e atividades diárias), e do tipo de acometimento da coluna (deformidade ou estenose). O grau de escorregamento vertebral não se correlaciona diretamente com a quantidade de dor, sendo alguns pacientes assintomáticos enquanto outros apresentam dores intensas e limitantes com a mesma quantidade de escorregamento. Para o paciente, é mais importante o conjunto das características pessoais,o tipo de espondilolistese e a resposta do seu equilíbrio vertebral ao escorregamento, do que o grau de deslizamento em si.

      Deformidade: Muitos pacientes com espondilolistese terão sintomas vagos e muito pouca deformidade visível, sendo fundamental a avaliação de um médico especialista para a análise detalhada do paciente. Só quando o deslizamento atinge uma maior proporção da vértebra é que uma deformidade visível será vista na coluna vertebral. Em contrapartida, alguns escorregamentos menores já podem causar um desequilíbrio da coluna quando não compensados, levando a deformidades geralmente observadas através de radiografias e exames de imagem.

      Dor na coluna lombar: A intensidade da dor pode variar desde dor leve até dor muito intensa. Atitudes como carregar peso, ficar em pé, andar, usar salto alto, realizar movimentos de rotação com a coluna e extensão podem piorar os sintomas.

      Encurtamento muscular: Algumas vezes o único sinal encontrado é o encurtamento da musculatura posterior da coxa (isquiotibiais) associado a dor lombar. Esse encurtamento ocorre devido a uma possível postura da bacia em compensação ao escorregamento vertebral.

     

Para determinar se a espondilolistese é a causa de seus sintomas o médico pode solicitar exames adicionais, como a realização de radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O diagnóstico de espondilolistese é confirmada notando-se o deslizamento de um corpo vertebral sobre o outro. Essa alteração é quantificada pelo médico sendo classificada de acordo com uma escala da proporção de escorregamento observada entre as vértebras:

      • Grau 1: até 25 % de escorregamento

      • Grau 2: entre 25-50 %

      • Grau 3: entre 50-75 %

      • Grau 4: entre 75-100 %

      • Grau 5: espondilopsose, acima de 100 %

 

Tratamento:

A maioria dos pacientes apresentam quadros leves sem grandes acometimentos estruturais na coluna, sendo a primeira escolha o tratamento conservador, com medicamentos, repouso, fisioterapia e exercícios para a coluna. Órtese e bloqueios radiculares também podem ser usados.

 

A cirurgia da coluna é considerada somente após a falha do tratamento conservador durante um período significativo de tempo, ou se há evidência de estenose vertebral, como dormência, formigamento e fraqueza muscular .

 

A cirurgia para o tratamento de espondilolistese inclui a descompressão vertebral e a artrodese dos segmento afetado, isso tem o objetivo de promover a estabilização da lesão evitando a sua piora e o alívio dos sintomas de compressão dos nervos (estenose) que pode ocorrer. Os processos são  realizados em conjunto, como parte da mesma cirurgia. Diversas técnicas cirúrgicas existem atualmente para o tratamento dessa doença, podendo ser realizadas técnicas convencionais e minimamente invasivas. Os benefícios da cirurgia da coluna, no entanto, devem ser analisados contra os riscos. Discuta com um especialsita os riscos e benefícios da cirurgia, e os resultados potenciais da técnica cirúrgica escolhido.

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