Doenças de Coluna

Osteoartrose

Osteoartrose

 

A degeneração das estruturas ósseas e ligamentares é um processo natural do envelhecimento articular. Durante a vida, os movimentos de repetição, excesso de peso, maus hábitos como tabagismo e etilismo, assim como os esforços físicos e pequenos traumas das articulações, causam essas lesões. A coluna, por ser uma sistema de sustentação do peso, também é submetida a esse envelhecimento que leva a modificações estruturais potencialmente significativas. Quando essas mudanças se tornam mais evidentes, o organismo inicia um processo inflamatório local com o intuito de cicatrizar e estabilizar as vértebras. À essa doença dá-se o nome de artrite ou artrose da coluna.

 

Uma série de alterações são observadas durante o processo de envelhecimento da coluna. A degeneração articular causa a perda da cartilagem e modificações no líquido sinovial (líquido especial que existe dentro das articulações).  As vértebras ficam instáveis, com mobilidade anormal, fazendo com que os os tecidos circundantes inflamamem, tornando o movimento doloroso. Como mecanismo compensatórios, o organismo pode causar um aumento das articulações (hipertrofia facetária) e dos corpos vertebrais formando os "bicos de papagaio" na coluna (osteófitos), além do endurecimento e espessamento dos ligamentos com a finalidade de diminuir esses movimentos anormais.

 

A artrose da coluna é um processo autolimitado que geralmente apresenta melhora espontânea quando concluído. As alterações compensatórias da coluna seguem o seu curso natural, estabilizando a coluna e reduzindo de modo importante os sintomas. Esse período de evolução é longo e bastante sintomático, muitas vezes sendo sobreposto por períodos de degeneração de outras vértebras. Ou seja, enquanto uma parte da coluna está começando a "curar", outra parte da coluna pode estar apenas iniciando o desgaste e causando dores novamente. 

Imagem ilustrativa de Artose Facetaria

Os sintomas da artrose habitual são moderados e ocorrem devido ao inchaço e a inflamação local, causado dor e rigidez das vértebras afetadas. Os sintomas mais comuns são:

 

Dor nas costas e/ou cervical: essa dor pode ser pior ao acordar de manhã, com a sensação de que as costas "endureceram" durante a noite, e "soltaram" durante o dia. A artrose lombar pode dificultar ficar em pé em filas, ou andar por período prolongado (como nas compras de supermercado). Outra característica é a piora das dores aos esforços ou final do dia, quando a coluna já foi submetida as atividades diárias de esforço. A artrose cervical pode ser sentida em trabalhos manuais como uso de computador, escrita, ou artesanato, bem como para assistir TV ou ficar deitado, uma vez que a posição do pescoço influencia os sintomas.

 

Dor referida: é a dor sentida em uma região "maior" que a principal. A artrose cervical pode causar as dores nos ombros, cabeça, escápulas, coluna torácica e até irradiar para os braços, enquanto que a artrose lombar pode ser sentidas nos quadris, glúteos, coxas e pernas. Isso ocorre devido ao tipo de nervo responsável pela sensibilidade das diferentes regiões da coluna.

 

Estalos e sensação de crepitação: a movimentação da coluna pode geral alguns "barulhos", referidos geralmente como estalos e rangidos. Essa sensação não acerreta maiores problemas, causando apenas o desconforto local e a sensação de "coluna fora do lugar". É importante não forçar os estalos, já que alguns pacientes referem o hábito de esticar, ou torcer a coluna até ouvi-los.

 

Diminuição da movimentação: a estabilização da coluna acarreta a diminuição da movimentação da mesma, trazendo a sensação que a coluna está endurecida e com dificuldade de alcançar a mesma amplitude que tinha anteriormente. Pode ficar mais difícil amarrar os sapatos, pegar objetos no chão, olhar sobre os ombros e olhar para cima.

 

Alguns casos o processo degenerativo se desenvolve de maneira mais "agressiva" ou acelerada. Fatores de risco como excesso de peso, reumatismo, tabagismo, vícios posturais, sedentarismo, traumas de repetição, diabetes e outras endocrinopatias podem causar o agravamento da artrose. Casos mais graves de degeneração podem cursar com deformidades da coluna, estenose vertebral, escoliose, discopatias, espondilolisteses, com sintomas e evolução específicos. Após uma avaliação detalhada, o seu médico poderá solicitar exames adicionais para caracterizar a gravidade da lesão, como radiografias, ressonância magnética e tomografias.

 

O tratamento para artrose da coluna pode ser realizado através da combinação dos diversos tratamentos não cirúrgicos e modalidades de reabilitação existentes. O médico pode prescrever medicações analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares. Geralmente associa-se a realização de fisioterapia, bem como a prática de exercícios para a coluna e calor local. É fundamental o tratamento dos fatores de risco quando existentes: controlar o excesso de peso; tratar as doenças como diabetes, reumatismo, endocrinopatias ; parar o uso de cigaros; iniciar atividades físicas e adquirir bons hábitos posturais.

 

Se o tratamento conservador não fornecer alívio duradouro, o médico pode recomendar técnicas como rizotomias, infiltrações e bloqueios. Terapias cirúrgicas para o tratamento da artrose são raramente necessários, sendo utilizados na sua maioria quando a doença apresenta quadro grave associado a outras doenças da coluna citadas anteriormente. Para isso existem cirurgias convencionais, minimamente invasivas e endoscópicas, discutidas caso a caso. Riscos e complicações devem ser avaliados. A decisão de tratar a osteoartrite da coluna vertebral com cirurgia exige uma conversa cuidadosa entre você e seu médico.


Imagem Ilustrativa de Rizotomia

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