Doenças de Coluna

Osteoporose

Osteoporose

 

            O osso é composto por tecidos distintos, com funções estruturais e hematopoiéticas (formadoras das células do sangue e defesa). Os tecidos estruturais apresentam uma alta concentração de cálcio e colágeno, e são dispostos de maneira organizada e específica para o suporte de peso ao mesmo tempo que resistem a torções e ações musculares de tração ou arrancamento.

 

            A disposição em lâminas justas e densas forma o osso "cortical", que está presente principalmente nas camadas externas e ao longo da diáfise (parte mais comprida dos ossos). Ele apresenta boa flexibilidade e resistência, sendo bastante denso e espesso em indivíduos jovens. Algumas regiões apresentam tecidos dispostos como um trabeculado, ou uma rede, o que permite uma resistência adequada a pressão ao mesmo tempo em que diminui o peso do osso e permite o preenchimento dos espaços com tecidos especializados na hematopoiese. O  tecido "esponjoso" é abundante nos corpos vertebrais, ombros, joelhos, quadris, bacia e calcâneos.

 

             A osteoporose é uma doença complexa que modifica a arquitetura óssea através de diversas ações como a redução do cálcio, a desorganização do colágeno e a redução da densidade óssea (diminuindo o número de trabéculas do osso esponjoso,e a espessura do osso cortical). Isto leva a uma maior fragilidade do osso e ao aumento do risco de fraturas, enfraquecendo-os gradualmente de modo muitas vezes assintomático e silencioso.

 

            Com o envelhecimento, alterações na formação e remodelação óssea ocorrem de modo gradual e progressivo. A redução dos hormônios, a diminuição da absorção dos nutrientes da alimentação, bem como a diminuição das atividades físicas, levam à osteoporose primária (inerentes ao envelhecimento). Em contrapartida, doenças como tumores, raquitismo, disturbios endocrinológicos e inflamatórios podem causar a osteoporose secundária (surge como consequência da doença de base).

 

           
            No início o paciente com osteoporose pode não apresentar sintomas, sendo fundamental para a descoberta da doença a análise de um médico especialista, com o uso de exames de screening em populações com risco elevado de apresentar a doença – densitometria óssea. A densitometria de rastreio costuma ser realizado em:

• mulheres de 65 anos ou mais;

• mulheres em deficiência estrogênica com menos de 45 anos;

• mulheres na peri e pós-menopausa com fatores de risco adicionais

• homens com 70 anos ou mais;

• homens, ou mulheres, que apresentem fraturas patologicas (sem trauma);

           

 

            Na fase mais tardia, o paciente pode apresentar fraturas espontâneas ou ocasionadas por traumas leves como levantar peso, uma pequena queda, ou até mesmo o "solavanco do carro" ao passar por uma lombada. São chamadas fraturas patológicas, e os locais mais comuns são as vértebras, punhos, quadris, ombros e costelas.  O médico pode utilizar questionários especiais, que procuram estimar o risco futuro de fraturas.

 

            Podem ocorrer fraturas patologicas, que eventualmente passam despercebidas no atendimento inicial por terem poucos sintomas, porém quando não tratadas elas evoluem e se tornam mais exuberantes, podendo inclusive surgir novas fraturas antes de iniciar o tratamento adequado. Quando as vértebras apresentam diversos encunhamentos seguidos pode-se desenvolver uma deformidade na coluna, chamada de cifose (alguns locais chamam de "cifose da viúva"), que merece atenção específica.

 

            Apesar da relação da doença com a terceira idade, a prevenção durante toda a vida é considerada o principal tratamento para a osteoporose. Para isso, é fundamental garantir a ingestão adequada de cálcio, a produção de vitamina D e a pratica de exercícios regularmente, formando assim ossos de qualidade  e adquirindo uma "reserva" que poderá postergar o aparecimento da doença. Os fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose são:

• tabagismo;

• sedentarismo;

• etilismo;

• baixa ingesta de cálcio na fase de crescimento (leite, derivados, brocolis, gergilim, espinafre)

• Uso de medicações crônicas como corticóides, hormônios e anticonvulsivantes

• Carência de vitamina D

• Insuficiência aguda dos hormônios femininos, seja por falência ovariana precoce primária ou pós cirúrgica

• Peso corporal muito baixo durante a vida

 

 

            Uma vez instalada a osteoporose, devemos iniciar o tratamento a base de medicações que auxiliam o osso na captação do cálcio, bem como na realização de atividades físicas que estimulem a reorganização das estruturas ósseas e atuem como formadoras de "osso novo". Diversas medicações existem e podem ser indicadas, converse com o médico de confiança para saber sobre os riscos e benefícios.

 

            Outra ênfase deve ser dada as atividades do dia a dia, tomando-se cuidado para evitar  traumas e lesões em decorrência a pequenos acidentes corriqueiros, assim medidas simples podem evitar quedas e fraturas:

• Boa iluminação de todo o ambiente, inclusive com luzes noturnas e fácil acesso as tomadas e interruptores;

• Uso de piso antiderrapante;

• Retirar tapetes, móveis baixos e com cantos, bem como não deixar pequenos objetos no chão;

• Instalar tomadas de energia a um metro do chão e não no rodapé, facilitando o acesso sem a necessidade de agachamento para alcançá-las;

• Deixar os objetos de uso diário facilmente alcançáveis, evitando abaixar ou ter que usar bancos ou escadas;

• Usar barras de apoio, elevação do acento sanitário e uso de cadeira estável para facilitar a lavagem dos pés no banheiro;

• Instalar corrimão nas escadas

 

 

 

Fonte:

  • Sociedade Brasileira de endocrino e metabologia
  • SB geriatria e gerontologia
  • revista brasileira de reumatologia 2002 – consenso brasileiro de osteoporose

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