Doenças de Joelho

Lesão do Menisco

LESÃO DO MENISCO

 

            A distribuição das lesões meniscais entre indivíduos do sexo masculino e feminino ocorre na relação de 2,5 a 4:1 e geralmente as lesões agudas são mais prevalentes na faixa etária dos 20 a 30 anos nos homens, enquanto as lesões degenerativas são mais prevalentes nos indivíduos com idade superior a 40 anos.

            Os meniscos apresentam muitas funções importantes, dentre elas: transmissão de carga, estabilidade articular, propriocepção, lubrificação articular e distribuição de nutrientes.

            Kurosawa e Fukubayashi demonstraram que a remoção do menisco diminui a área de contato femorotibial de 33% a 50%, resultando em 200% a 300% de aumento das cargas de contato.

            As lesões meniscais são geradas por excessivas forças de compressão e cisalhamento sobre meniscos normais ou degenerados. As lesões do ligamento cruzado anterior são consideradas as lesões mais frequentemente encontradas em associação às lesões meniscais.

 

HISTÓRIA E QUADRO CLÍNICO

            O diagnóstico clinico de uma lesão meniscal pode ser difícil de ser feito mesmo nas mãos de um cirurgião experiente de joelho. A anamnese detalhada e um exame físico específico auxiliam no diagnóstico clínico das lesões meniscais.

            O paciente apresenta geralmente história de traumatismo torsional do joelho ou dor súbita após movimento de flexão total, ou mesmo com caráter insidioso, sem que um traumatismo específico tenha ocorrido

            O diagnostico por imagem é feito através da  RM, cuja acurácia aproxima-se de 95% no diagnóstico das lesões meniscais, o que permite classificá-las como:

  • Grau 0: menisco normal
  • Grau 1: hipersinal intrameniscal, porém sem atingir a superfície articular superior.
  • Grau 2: hipersinal intrameniscal, porém sem atingir a superfície articular inferior.
  • Grau 3: hipersinal intrameniscal atingindo a superfície articular, o que corresponde à lesão meniscal.

 

TRATAMENTO DAS LESÕES MENISCAIS:

            As opções de tratamento das lesões meniscais incluem: tratamento não-operatório, meniscectomia parcial e reparo meniscal. Mais recentemente o transplante meniscal passou a ser uma opção de tratamento em alguns centros no mundo.

            As indicações de tratamento não-cirúrgico incluem lesões estáveis, lesões de espessura parcial, lesões degenerativas assintomáticas e lesões cujos sintomas são bem tolerados pelo paciente.

            O tratamento cirúrgico das lesões meniscais está indicado nas situações de persistência dos sintomas após tratamento conservador (redução ou limitação das atividades esportivas, utilização de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia), persistência da dor e bloqueio articular. Sendo realizada por videoartroscopia.

            A decisão entre reparo meniscal e resseção do menisco por videoartroscopia está calcada nos fatores pessoais que abrangem a cronicidade dos sintomas, a tolerância do paciente às modificações de atividades após o reparo ou a ressecção, a tolerância para o risco de falha, a idade do paciente (implícito o risco de progressão para a osteoartrite secundária a lesão meniscal), a expectativa do paciente e a cooperação na fisioterapia após o reparo. Lesões radiais completas, horizontais, maiores de 4cm, em pacientes com mais de 40 anos e lesões na zona branca-branca possuem menor índice de sucesso na sutura, sendo preferível a meniscectomia nesses casos.

 

COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS

            Como todas as cirurgias, a meniscectomia apresenta riscos associados, tais como: infecção (é um risco inerente a qualquer cirurgia), trombose venosa, rigidez (a cicatrização restringe a capacidade de dobrar e esticar o joelho) e hemorragias (a hemartrose é um dos problemas mais comuns, mas menos graves). Sangramento ou pseudoaneurisma de vasos poplíteos são descritos nos tratamentos meniscais artroscópicos, quase exclusivamente nas ressecções dos cornos posteriores.

 Lesões neurovasculares também podem ocorrer, porém menos frequente que as demais.

            A artrose é a complicação tardia mais freqeunte relacionada a lesão do menisco. Principalmente quando realizada a mensicectomia total. Os dados disponíveis na literatura demonstram que o reparo não previne a progressão das modificações degenerativas. Uma das possíveis explicações seria a presença de lesões de cartilagem concomitantes às lesões meniscais no momento do traumatismo ou subsequentes a este, com os mais variados graus de comprometimento da cartilagem (profundidade, extensão, localização e número).

            Os tratamentos alternativos de um paciente com lesões meniscais extensas incluem medidas sintomáticas: medicação anti-inflamatória, analgésica, modificação das atividades, infiltrações com corticosteroides, viscossuplementação, desbridamento artroscópico, reparo meniscal, osteotomia tibial alta, artroplastia parcial do joelho e artroplastia total. Nenhuma destas opções tem se mostrado particularmente efetiva nos pacientes com meniscos deficientes.

 

 

 REFERENCIA:

ATUALIZAÇÃO EM ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA DO ESPORTE As lesões meniscais do joelho

www.sbrate.com.br/pdf/artigos/atualizacao_lesoes_meniscais.pdf

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